domingo, 13 de setembro de 2009

As discussões das unidades 13 e 14 TP4 foram bem entusiasmadas, os cursistas debateram sobre o processo da leitura e escrita, a importância do conhecimento prévio, letramento, que para alguns não estava bem claro, pois confundiam com alfabetização, porém depois de uma discussão acalorada chegamos ao consenso que letramento é um processo mais complexo e amplo em que a leitura e a escrita têm funções e usos sociais.
Portanto, ficou claro para todos que é preciso criarmos situações didáticas que levem o aluno a produzir conhecimentos utilizando a leitura e a escrita do seu próprio ambiente, o que proporcionará ao aluno experimentar agir e compreender o meio em que vive.
Diante de tal realidade discutimos possibilidades a serem adotadas pela comunidade escolar com relação a escrita e a leitura, pois os nossos alunos tem um nível de leitura e escrita bem abaixo do esperado e conseqüentemente seu desempenho escolar fica prejudicado. Contamos também com o fato de mudarmos de ambiente escolar, pois a antiga escola não comportava quantidade de alunos de 6º ao 9º ano, e com isso veio a falta de estrutura, foram construídas novas salas, porém falta biblioteca, sala de vídeo, livros didáticos, livros pára-didáticos, jogos, enfim, a estrutura básica que todas as escolas deveriam ter, mas que na realidade esta longe de ser alcançada. Diante de tal fato decidimos fazer uma campanha para promover “a leitura”.
Discutimos as possíveis causas da falta de leitura de nossos alunos, alguns professores citaram como causa as facilidades tecnológicas, outros a estrutura cultural das famílias, outros a falta de incentivos dos pais, outra causa seria a falta de material interessante para a faixa etária (livros, revistas, vídeos) e um ambiente aconchegante que propicie o gosto pela leitura. Outra causa que não gostamos de admitir, mas que é preciso reconhecer é a nossa própria formação como leitores, será que estamos mesmo preparados para cobrar a leitura de nossos alunos, até que ponto incentivamos a leitura e a passamos como uma necessidade intrínseca e real para a nossa progressão pessoal?
Enfim, foram várias as causas e problemas encontrados, porém não podemos nos deter aos problemas, é preciso buscar as soluções, então resolvemos promover na escola uma campanha de incentivo à leitura, em que todos da comunidade escolar estejam engajados em tal desafio, sugerimos como tema “leitura é vida”. Para o sucesso da campanha discutimos alguns procedimentos a serem adotados por todos:
· Os professores de todas as disciplinas trabalhariam junto aos de língua portuguesa no incentivo e práticas de leituras;
· Os professores fariam questões referentes à importância da leitura na vida dos alunos, o que fazemos quando queremos descobrir algo? Por quê vocês freqüentam a sala de aula? O que esperam alcançar ao tornarem-se adultos? A educação pode mudar o rumo de um país? O que gostariam de ler e estudar em sala? Depois os alunos questionariam seus pais sobre a importância dos estudos, se eles estivessem a oportunidade em sua época de estudante o que teria acontecido? Qual a intenção dos pais ao matricularem seus filhos? O que o estudo pode fazer de bom? Enfim as perguntas ficariam a critério de cada professor. Depois haveria um debate sobre as respostas;
· Os professores teriam o compromisso de sempre lerem e levar textos interessantes para a sala de aula ou escolherem alunos com boa dicção para a leitura;
· Sugeri que os alunos tragam textos interessantes de vários gêneros para a leitura e comentário, pode ser a disciplina que trabalha e dos assuntos que estão estudando;
· Requisitar a Secretaria de Educação livros pára-didáticos, revistas e jornais para serem utilizados pelos alunos, como também vídeos sobre a importância da leitura;
· Solicitar uma biblioteca ou sala de leitura;
· Promover o dia da leitura, durante um dia na semana haveria apenas leituras compartilhadas ou individuais, som ambiente se necessário, poderíamos intitulá-lo de “conta que eu escuto”;
· Promover palestras para estimulá-los a ler e estudar;
· Premiação para aqueles alunos que sobressaírem na leitura e desempenho escolar;
· Dramatização dos pontos preferidos dos alunos, acompanhados pela professora de arte e demais profissionais.

Essas foram algumas sugestões do Grupo GESTAR, porém estão abertas para discussões, adaptações e acréscimos se necessários, o importante será a execução e o sucesso de nossa campanha.
Portanto, Djalma, esperamos comentários e sugestões suas para enriquecer nossa campanha.

4° Encontro

O resultado das unidades 11 e 12 do TP3 partiram da interação dos tipos textuais, quando falamos ou escrevemos, nossa intuição nos ajuda substancialmente a encontrar os melhores caminhos para que nossa interação chegue a um bom termo. A adequação de nosso texto (oral ou escrito) depende muito da habilidade de reunir de forma pertinente tipos textuais diferentes e foi com essa proposta que nós (formadora e cursistas) trabalhamos as unidades. Escolhemos atividades do AAA3 como o ponto de Carlos Drummond de Andrade que engloba e explora tipos textuais, foi distribuído textos para que os alunos reconhecessem o gênero e o tipo que predominava em cada um, também foram trabalhados textos literários e não literários, através de um poema de Manoel Bandeira e uma receita culinária. Depois de expostas todas as explicações necessárias, foi pedido uma atividade onde os alunos criariam uma história narrativa ou descritiva na estrutura do poema. Logo após, usariam a estrutura da receita culinária para preparar receita para o “sucesso em suas vidas”, o resultado final foi bem satisfatório.
Outro depoimento interessante veio da professora Andréa, ao trabalhar com os alunos do 6ª ano com um painel com várias fotos para que os mesmos produzissem textos narrativos e descritivos. Depois eles destacariam as características próprias de cada tipo textual. Segundo a professora os alunos conseguiram perceber que no texto descritivo os enunciados são simultâneos, enquanto na narração há progressão de um estado para o outro. Já, com relação ao texto dissertativo os alunos produziram um panfleto para ser distribuído na escola, o texto expositivo falava dos cuidados que devemos ter para prevenir o surgimento da “gripe suína”, quais os sintomas e o que devemos fazer em caso de suspeita, foi uma atividade bastante rica e apreciada por todos.

domingo, 9 de agosto de 2009

Encontro do grupe em 03 de agosto de 2009

Nas unidades 09 e 10 do TP3 tivemos a oportunidade de analisar como se organizam vários gêneros que nos rodeiam: poemas, contos, receitas culinárias, verbetes de dicionário, textos publicitários, entre outros. Discutimos os resultados dos trabalhos feitos com os alunos, que pareceram satisfatórios. Segundo os professores, os alunos perceberam que os textos estão em todos os lugares, desde um texto elaborado ao rótulo de um produto e que todos eles estão destinados a um objetivo, a uma situação sóciocomunicativa. Ficou comprovada, também, a dificuldade de os alunos interpretarem textos mais complexos, ao fazerem a intertextualidade.
Segundo a professora Mércia, trabalhar o gênero classificados foi muito gratificante, pois os alunos ficaram empolgados e produziram uma variedade de anúncios, confeccionaram um painel intitulado “classificados na escola” . Através desta atividade, exercitaram e grafaram corretamente palavras que ofereciam dificuldades ortográficas. Portanto ampliaram a capacidade de expressão oral e escrita. De um modo geral foi um trabalho proveitoso, pois os alunos descobriram que gênero textual está por toda a parte e que todo texto tem seu objetivo, implícito ou explícito.
Aproveitamos o encontro para discutir as unidades 11 e 12 do TP3 já lidas pelos cursistas, agora passando de uma visão ampla de texto para uma situação de sistematização de tipos textuais ligados aos diversos usos lingüísticos, analisamos os principais tipos textuais, suas características, estruturas e escolhemos as melhores atividades de acordo com o nível das turmas para serem trabalhadas.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

2º Encontro

O 2º encontro foi realizado no dia 27/05/2009, na Escola Municipal Maria Umbelino de Melo por questão de comodidade. Os cursistas compareceram e houve uma discursão bastante proveitosa sobre gêneros textuais, por ser um assunto conhecido por todos. Facilitando a troca de experiências e o reconhecimento da importância dos diversos gêneros textuais na nossa competência sociocomunicativa.
Durante este encontro discutimos diversos tipos de textos e suas mudanças de estruturas e linguagens de acordo com o objetivo a ser alcançado, também escolhemos o avançando na prática, os alunos pesquisariam textos biográficos, analisariam suas características e logo após alaborava sua própria biografia ou a de alguém que os mesmos consideram importantes. Depois decidimos levar aos alunos uma letra musicada da canção (construção) de Chico Buarque, trabalhar sua interpretação e sua intertextualidade com a canção de Zé Ramalho. Com o clima de grande expectativa com relação aos resultados, terminamos nosso segundo encontro, esperando alcançar com eficácia os objetivos.

1º Encontro

O programa Gestar II teve sua abertura no dia 20/05/2009 na cidade de Santo Antônio/RN, aconteceu na Escola Municipal Dr. Hélio Barbosa, com presença da Secretária de Educação, Coordenadora, Formadores e Professores (cursistas).
Houve apresentação de um video de sensibilização - "Saber e sabores" - comentário sobre o Guia Geral juntamente com as atribuições dos formadores e cursistas, logo após os formadores entregaram o cronograma, os kits, e discutimos sobre a realização do projeto. Marcamos o próximo encontro para o dia 27/05/2009, com o compromisso dos cursistas lerem as unidades 09 e 10 do TP3, de modo geral o programa parece ter sido bem aceito, apesar de alguns reclamarem da quantidade de leitura e da inflexibilidade de horários, pois ficou decidido que não haveria nenhum prejuízo para os alunos. Os encontros seriam em horários alternativos.
Foi questionado por parte de alguns cursistas o fato de o programa não ser direcionado para os professores de 1º ao 5º anos, pois é unânime a opinião da necessidade de cursos de formação continuada para a classe, devido o baixo nível de aprendizagem dos alunos de 6º ano, e como consequência o alto índice de reprovação. Porém, todos concordaram que não adianta ficar culpando esse ou aquele problema. É preciso buscar soluções para avançarmos no nosso objetivo maior que é a aprendizagem de qualidade dos nossos alunos. Por fim, houve um coquetel de confraternização dos participantes.