quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Depoimento da 1º etapa do programa Gestar II

“Sou professora do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, porém já trabalhei de 1º ao 5º ano e tenho experiência para afirmar a dificuldade que nós professores sentimos nas séries iniciais, pois ainda estamos trabalhando de modo fechado, como se seguíssemos uma receita, o que torna-se inviável nos dias atuais, com tantas mudanças ocorrendo ao mesmo tempo na política, cultura, avanços tecnológicos, tantas informações, enfim houve uma mudança bastante significativa na formação dos jovens, não é mais possível vê-los e trabalhar com eles da mesma forma como fomos formados, tudo muda constantemente o que nos obriga a ter uma nova postura perante o ensino, é preciso antes de tudo buscar significado, sentido naquilo que repassamos, os jovens precisam sentir na escola uma companheira para seu progresso pessoal e não um passatempo, uma obrigação, mas, um compromisso que temos que cumprir para colher os frutos amanhã.

Infelizmente o sistema de ensino básico (fundamental) em nosso país não é valorizado, se tivéssemos uma base estruturada com recursos e valorização do profissional tenho certeza que a qualidade no ensino seria outro. O programa Gestar II trás essa preocupação com relação ao modo que lecionamos, o programa instiga nós professores a mudarmos nossa postura, nossa prática educativa, o material é bastante rico, que o aluno não ter acesso a todo o material.

Portanto fica clara a intenção do Gestar II em despertar o professor para trabalhar a língua como forma de expressão nas diversas situações sóciocomunicativa, em que o aluno não veja na língua um amontoado de regras, mas um recurso bastante rico em seu sucesso profissional e pessoal.”

Depoimento da Professora: Andréa Soares Moreira

O Programa Gestar II busca a melhoria do ensino através do aperfeiçoamento da prática escolar qualificando os professores e buscando soluções para as dificuldades encontradas. Para alcançar tal objetivo trabalha a partir de projetos, em que detectamos o problema que buscaremos através de estudos e referências às possíveis soluções.


O projeto que pretendemos trabalhar será a produção de um jornal, visando desenvolver a leitura e a escrita dos alunos, pois temos um nível de leitura escrita bem abaixo do esperado. O primeiro passo será apresentar a estrutura do jornal, quais as intenções dos variados gêneros textuais, depois faremos uma visita à Inter TV Cabugi, ao jornal Diário de Natal, para que os alunos acompanhem de perto o trabalho dos profissionais envolvidos e a impressão do material (jornal), em seguida daremos início a nossa produção do jornal, focalizando sempre a importância da pesquisa e da boa escrita na produção de textos interessantes que chamem a atenção do leitor.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Continuação do TP5

Na unidade anterior, desenvolvemos reflexão a respeito de como a adequação entre texto e a situação sócio-comunicativa permite interpretá-lo como coerente, ou não, de acordo com o conhecimento que temos do assunto, dos interlocutores e dos propósitos comunicativos. Agora vamos analisar os procedimentos lingüísticos que permitem produzir um texto coerente.

A coesão textual tem a função de ligar os termos (palavras) com as ideias, tornando-se responsável pela a articulação dos sentidos de cada parte de um texto ao sentido do todo, podemos dizer que os mecanismos de coesão lingüística transformam ideias e palavras em texto.
Outro aspecto relevante para a coerência textual são as relações lógicas que orientam a leitura e interpretação do texto, essas relações ressaltam a coerência e a coesão como mecanismos essenciais para a interpretação textual.

Os professores cursistas disseram que a unidade 20 do TP5 foi interessante trabalhar, pois engloba uma série de dificuldades encontradas ao trabalhar a produção e interpretação textual, porém ao identificar as relações lógicas de temporalidade e de identidade, como também significados implícitos na leitura, o alunado conseguiu desenvolver “um olhar” mais crítico perante as diversas situações textuais. Para trabalhar as unidades os cursistas escolheram a atividade 22 da página 224, os alunos teriam várias informações, porém precisavam fazer as relações lógicas entre elas, enfatizando a coerência e a importância dos elementos coesivos para uma interpretação mais precisa, objetiva. Também foram enfatizados os significados construídos implicitamente, por isso devem ser compatíveis com os significados do todo e da textualidade. Outra atividade desenvolvida pelos cursistas em sala foi da página 218, são piadas que circulam na internet, atribuídas ao livro – Desordem no Tribunal – em que os alunos analisavam as relações lógicas que estavam sendo desrespeitadas para provocar humor. Os alunos gostaram e pesquisaram mais piadas na internet, pois, além de provocar humor, desenvolve o nosso conhecimento de mundo.

Discussão do TP5

A leitura e discussão das unidades 17 e 18 do TP5 proporcionou desenvolvermos reflexões a respeito de como a adequação entre o texto e a situação sócio-comunicativa permite interpretá-lo como coerente, ou não, de acordo com o conhecimento que temos do assunto, dos interlocutores e dos propósitos comunicativos.

Estudamos e relembramos outro aspecto bastante importante na produção textual, o estilo, em um ato de fala, o falante tem a sua disposição o material organizado, isto é, a língua e sua própria expressão, ou seja, a linguagem. A língua não é uma criação individual, subjetiva, mas, a linguagem permite um grau de liberdade que se manifesta no estilo, no idioleto, isto é, na língua que cada indivíduo, tem um conjunto de marcas textuais que constitui sua fala.

Portanto, as unidades serão fundamentais para a execução do nosso projeto, a produção do jornal, pois tanto a coerência, quanto o estilo, serão trabalhados pelos alunos na produção de textos, o que só aumenta a responsabilidade de nós professores ao trabalharmos tais assuntos, mostrando que, ao produzir um texto, é preciso ser coerente no encadeamento das ideias, para não haver confusão na interpretação de modo que o texto seja claro e objetivo naquilo que pretende atingir. Já com relação ao estilo todos têm o seu como marca pessoa, como resultante do cruzamento dos vários dialetos (etário, regional, profissional, de gênero, social), porém, ao produzir um texto é preciso tomar cuidado ao dar expressividade ao mesmo, seja no campo sonoro, da palavra, frase ou enunciação, pois podemos estar transgredindo normas gramaticais ou dificultando a compreensão textual, então o que seria um recurso de estilo pode tornar-se um defeito estilístico.

Finalização do TP4

A leitura e reflexão das unidades 15 e 16 do TP4 ofereceu oportunidade de realizar e refletir sobre procedimentos adequados para ajudar nossos alunos a desenvolverem habilidades de leituras, através da formulação adequada de perguntas e das respostas obtidas, da análise de estrutura do texto, como conhecimento importante para a compreensão global do texto. Na verdade, seja qual for a forma de entender a leitura, não podemos deixar de considerar que ela é sempre um meio. O ato da leitura trás em si algo a descobrir, pois, quando lemos estamos sempre a procura de uma forma de nos entendermos e de nos situarmos no mundo – do universo familiar ao mais amplo.

Outro objetivo a atingir nesta unidade, é com relação a escrita, suas crenças, teorias e fazeres. É preciso refletir sobre a comunicação escrita, como se desenvolve e como podemos ensiná-la de forma diferenciada, isto é, a partir de um trabalho processual. A leitura nos dá suporte para aplicar atividades que evite descompassos entre os textos que nossos alunes escrevem na escola e as suas vidas cotidianas, a fim de evitar qualquer forma de exclusão dos nossos alunos de se comunicarem.

Trabalhar a partir do processo de produção textual é uma maneira de sair da passividade no ensino da escrita, quebrando os ciclos de dificuldades que temos vivido, e motivar nossos alunos a desenvolverem a escrita comunicativa. Outro aspecto bastante discutido entre o grupo foi o fato da boa escrita seja, da produção de um bom texto, ser ou não ser um dom, o grupo chegou a conclusão que trata-se mais de uma questão de habilidades, algumas pessoas têm facilidade para escrever, outras para falar, enfim, cabe à escola criar estratégias para sanar qualquer que seja as dificuldades encontradas. Portanto, são as circunstâncias de vida que geram motivações para que alguém goste de escrever e até se torne um escritor(a), circunstâncias estas que a escola está incluída, e tem como objetivo descobrir o que atrai os alunos com relação a determinadas leituras, o que eles gostam de ler, o que instiga a curiosidade. Só assim o trabalho do professor torna-se significativo e mais prazeroso.

Comentário da Professora Mércia Fontoura: “os alunos do 7º ano trabalharam com o gênero textual notícia. Inicialmente os alunos tiveram acesso a diversos tipos de jornais. Em seguida mostrei-lhes como se produz uma manchete. Apresentei-lhes as partes que compõe uma notícia, com a ajuda de um texto – Dezenas de Baleias são encontradas mortas no litoral da Tasmânia – os alunos identificaram cada parte da notícia. Logo em seguida, solicitei-lhes que produzissem uma notícia a respeito de um acontecimento ocorrido na semana comemorativa ao dia da Pátria. A classe optou em redigir um fato trágico ocorrido com a aluna Janaina Batista, atropelada ao retornar do desfile. O resultado de cada texto dos alunos comprova a compreensão do lead como fornecedor das principais informações da notícia, que tem a função de despertar a atenção do leitor para o texto. Os alunos também trabalharam o gênero artigo de opinião, relacionei a diferença entre o artigo de opinião e a notícia. Posteriormente apresentei-lhes o seguinte texto: Mar de desperdício, e fui apresentando às partes que compõem um artigo: título, olho, introdução, corpo, conclusão. Com os conhecimentos adquiridos em aulas anteriores sobre argumentos e contra-argumentos, os alunos não demonstraram dificuldades na produção e compreensão do gênero.

domingo, 13 de setembro de 2009

As discussões das unidades 13 e 14 TP4 foram bem entusiasmadas, os cursistas debateram sobre o processo da leitura e escrita, a importância do conhecimento prévio, letramento, que para alguns não estava bem claro, pois confundiam com alfabetização, porém depois de uma discussão acalorada chegamos ao consenso que letramento é um processo mais complexo e amplo em que a leitura e a escrita têm funções e usos sociais.
Portanto, ficou claro para todos que é preciso criarmos situações didáticas que levem o aluno a produzir conhecimentos utilizando a leitura e a escrita do seu próprio ambiente, o que proporcionará ao aluno experimentar agir e compreender o meio em que vive.
Diante de tal realidade discutimos possibilidades a serem adotadas pela comunidade escolar com relação a escrita e a leitura, pois os nossos alunos tem um nível de leitura e escrita bem abaixo do esperado e conseqüentemente seu desempenho escolar fica prejudicado. Contamos também com o fato de mudarmos de ambiente escolar, pois a antiga escola não comportava quantidade de alunos de 6º ao 9º ano, e com isso veio a falta de estrutura, foram construídas novas salas, porém falta biblioteca, sala de vídeo, livros didáticos, livros pára-didáticos, jogos, enfim, a estrutura básica que todas as escolas deveriam ter, mas que na realidade esta longe de ser alcançada. Diante de tal fato decidimos fazer uma campanha para promover “a leitura”.
Discutimos as possíveis causas da falta de leitura de nossos alunos, alguns professores citaram como causa as facilidades tecnológicas, outros a estrutura cultural das famílias, outros a falta de incentivos dos pais, outra causa seria a falta de material interessante para a faixa etária (livros, revistas, vídeos) e um ambiente aconchegante que propicie o gosto pela leitura. Outra causa que não gostamos de admitir, mas que é preciso reconhecer é a nossa própria formação como leitores, será que estamos mesmo preparados para cobrar a leitura de nossos alunos, até que ponto incentivamos a leitura e a passamos como uma necessidade intrínseca e real para a nossa progressão pessoal?
Enfim, foram várias as causas e problemas encontrados, porém não podemos nos deter aos problemas, é preciso buscar as soluções, então resolvemos promover na escola uma campanha de incentivo à leitura, em que todos da comunidade escolar estejam engajados em tal desafio, sugerimos como tema “leitura é vida”. Para o sucesso da campanha discutimos alguns procedimentos a serem adotados por todos:
· Os professores de todas as disciplinas trabalhariam junto aos de língua portuguesa no incentivo e práticas de leituras;
· Os professores fariam questões referentes à importância da leitura na vida dos alunos, o que fazemos quando queremos descobrir algo? Por quê vocês freqüentam a sala de aula? O que esperam alcançar ao tornarem-se adultos? A educação pode mudar o rumo de um país? O que gostariam de ler e estudar em sala? Depois os alunos questionariam seus pais sobre a importância dos estudos, se eles estivessem a oportunidade em sua época de estudante o que teria acontecido? Qual a intenção dos pais ao matricularem seus filhos? O que o estudo pode fazer de bom? Enfim as perguntas ficariam a critério de cada professor. Depois haveria um debate sobre as respostas;
· Os professores teriam o compromisso de sempre lerem e levar textos interessantes para a sala de aula ou escolherem alunos com boa dicção para a leitura;
· Sugeri que os alunos tragam textos interessantes de vários gêneros para a leitura e comentário, pode ser a disciplina que trabalha e dos assuntos que estão estudando;
· Requisitar a Secretaria de Educação livros pára-didáticos, revistas e jornais para serem utilizados pelos alunos, como também vídeos sobre a importância da leitura;
· Solicitar uma biblioteca ou sala de leitura;
· Promover o dia da leitura, durante um dia na semana haveria apenas leituras compartilhadas ou individuais, som ambiente se necessário, poderíamos intitulá-lo de “conta que eu escuto”;
· Promover palestras para estimulá-los a ler e estudar;
· Premiação para aqueles alunos que sobressaírem na leitura e desempenho escolar;
· Dramatização dos pontos preferidos dos alunos, acompanhados pela professora de arte e demais profissionais.

Essas foram algumas sugestões do Grupo GESTAR, porém estão abertas para discussões, adaptações e acréscimos se necessários, o importante será a execução e o sucesso de nossa campanha.
Portanto, Djalma, esperamos comentários e sugestões suas para enriquecer nossa campanha.

4° Encontro

O resultado das unidades 11 e 12 do TP3 partiram da interação dos tipos textuais, quando falamos ou escrevemos, nossa intuição nos ajuda substancialmente a encontrar os melhores caminhos para que nossa interação chegue a um bom termo. A adequação de nosso texto (oral ou escrito) depende muito da habilidade de reunir de forma pertinente tipos textuais diferentes e foi com essa proposta que nós (formadora e cursistas) trabalhamos as unidades. Escolhemos atividades do AAA3 como o ponto de Carlos Drummond de Andrade que engloba e explora tipos textuais, foi distribuído textos para que os alunos reconhecessem o gênero e o tipo que predominava em cada um, também foram trabalhados textos literários e não literários, através de um poema de Manoel Bandeira e uma receita culinária. Depois de expostas todas as explicações necessárias, foi pedido uma atividade onde os alunos criariam uma história narrativa ou descritiva na estrutura do poema. Logo após, usariam a estrutura da receita culinária para preparar receita para o “sucesso em suas vidas”, o resultado final foi bem satisfatório.
Outro depoimento interessante veio da professora Andréa, ao trabalhar com os alunos do 6ª ano com um painel com várias fotos para que os mesmos produzissem textos narrativos e descritivos. Depois eles destacariam as características próprias de cada tipo textual. Segundo a professora os alunos conseguiram perceber que no texto descritivo os enunciados são simultâneos, enquanto na narração há progressão de um estado para o outro. Já, com relação ao texto dissertativo os alunos produziram um panfleto para ser distribuído na escola, o texto expositivo falava dos cuidados que devemos ter para prevenir o surgimento da “gripe suína”, quais os sintomas e o que devemos fazer em caso de suspeita, foi uma atividade bastante rica e apreciada por todos.